quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Nem fim, nem começo...

É difícil encarar o fim da vida
O tom de despedida
Nada é eterno
Mas no coração fica o que é terno

Não sei o que dizer
Cansei de sofrer
Aceito o que não entendo
Tento ir além do pensamento

Dói escrever
Medo a corroer
Mas nada se vai
Tudo fica...tudo se esvai

Mas a forma é vazio
E tudo fica aqui no fio
Do infinito a pulsar
E o amor sempre continua a me iluminar


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Não sei de nada


Gato branco no telhado
Céu azulado
Folhas em tom avermelhado
Mais um dia a ser celebrado

Onde está o céu?
No passo da formiga?
Ou na palavra amiga?
Não sei de nada uma figa!

Vou respirar
E o pássaro ver voar
A caneta deslizar
E a poesia me tonar

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

This Summer is magic

Alegria, amor, comoção
Sentindo a energia do verão
Não há do que reclamar
A vida é agora, vamos eternizar!

Fugi de todos os medos
Fiquei presente no momento
Irradei a energia
Me juntei ao Universo e sua magia

Agora é tudo que eu preciso
Corro e sinto o imprevisto
Respiro a nuvem no céu
Sou um com o mel e o fel

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Aceito o Infinito

O agora ouvindo
O riacho seguindo
Fluindo com atenção
Entendendo a negação

O ano começa
Não há pressa
Pois ano não há
Não há números a buscar

Sou um com a luz
Não rimo mais nada
Desobrigado a nenhuma estrada
Me torno a nuvem congelada

Onde estou, estou onde
Sou o Buda errante
Sigo e não sigo
Aceito o momento infinito

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Vou como vou


E deu certo mais uma vez

Fugi da sensatez

Eliminei o medo da mesmice

A sociedade e sua sandice


Fui em busca do que sou

Acordei tão belo quanto o Arpoador

Me tornei uma onda

O sorriso da Gioconda


Não estou nem aí

Assim vou seguir

Sem medo de nada

Natureza verdadeira indomada

Chamando Augusto de Anjos


Augusto dos Anjos quero encontrar
E em sua boca escarrar
Poliana de meu corpo exorcizar
Na podridão me aprofundar

Onde foi parar a estrela
Daquele astro sem eira, nem beira?!
Esta neve maldita
Esta cidade parasita

Poeta! Saia de sua tumba!
Grite esta alma moribunda
Descarne este corpo descarnado
Traga ao mundo um olhar dilacerado!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Visão Geral


Sem desistir
Com as tristezas por aí
Amor a espalhar
Mesmo quando o vazio alastrar

Continue praticando
A vida contemplando
O sorriso iluminando
A visão geral alimentando

Om
Mani
Padme
Hum