quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Vida à luz de vela



Poesia à luz de vela
Não atendo o telefonema dela
Toco guitarra sem energia
Sinto o cair desta chuva fria

Neste quarto mal consigo escrever
Me transformo no poeta do anoitecer
Cada pingo que cai
É como uma sinfonia que distrai

Nada mais espero
Estou disposto a começar do zero
Nunca foi meu estilo uma vida frustrante e segura
No meu sangue corre a alada aventura

Esta aventura me leva a todo lugar
Quando se vive com paixão não existe o falhar
Vários medos posso ter
Mas nunca tive e nunca terei medo de viver.
Caio Paquez Lucon

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

De novo ? Não obrigado.

Ei, tente mais uma vez me cansar
Mais um pouco, vai ! tente triste me deixar !
Você já não tem mais poder
Agora queridos infelizes nada pode me deter

Estou no meio do caminho
Nada me tira das mãos meu pergaminho
Os anjos nunca me deixam sozinho

Que engraçado ! Só te vejo por trás !
Sinal de quando se virar a paixão vai ser voraz
Sem mais medo de encarar
Estou pronto pra te degustar

Só me resta gargalhar
Daqui um ano nada disto vai importar
Decidi então parar de me preocupar
Afinal Deus sempre está comigo
Por isso tenho o melhor abrigo
Caio Paquez Lucon

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Aceitação

A vida inclui tristeza
De quase nada temos certeza
Não adianta tudo tentar controlar
O mais sensato é chorar e esperar passar

Pra quê ignorar ou tentar esconder ?
A tristeza chega a todos, não só pra você
Seus sentimentos são sua maior riqueza
Não lute contra a incerteza

Tudo passa e todos se vão
Inclusive nós...
...Um dia seremos estrelas na imensidão
Saudades em um coração

Então agora
Ah, o único momento que temos: o agora
Agradeça e viva a aurora
Homenageie quem se foi e o que já passou
Vivendo cada minuto com esplendor
Caio Paquez Lucon

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Embarque

Estou enjoado desta mesmice
Cansado desta tagarelice
Me tire daqui
Que vontade que tenho desta barreira explodir

Cansado de temer
Estupidificado em comparar
O que comparado não pode ser
Me tire deste vagão
E me jogue no meu avião
Só aguardo o sinal para embarcar com paixão

Se aqui eu encontro o quê e quem eu quero
Isto vai acontecer em todo lugar sem mistério
Às vezes é difícil esperar
Às vezes é difícil amar
Mas nunca deixo de acreditar
Em mim, em Deus e na certeza
De que existe um infinito em ação
E na fé que me enche o coração


Caio Paquez Lucon







domingo, 3 de fevereiro de 2008

Os melhores anos da minha vida

Conhecer você foi existir
Você foi quem me ensinou a não desistir
Me mostrou que é preciso seguir
Que sempre podemos sorrir

Muitas saudades de você
Foi uma honra te conhecer
Foi rápido e eterno ao mesmo tempo
A vida passa e quando a gente vê
Tudo ficou no coração e nos faz estremecer

Obrigado por tudo
Te amo hoje, sempre e no absurdo
No absurdo dos dias que não voltam
Mas que muitas coisas me ensinaram
Caio Paquez Lucon

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Somos tão diferentes

Hoje passei a tarde com você
Talvez um pouco de você pude conhecer
Somos tão diferentes !

O mais engraçado é que você me encanta
Mas no fundo me espanta
Acho que não estou pronto para me apaixonar
Tenho medo de enfrentar

Talvez seu beijo foi de despedida
Talvez haja um mundo que nos divida
Não sei garota
Só sei que fiquei chocado
O amor sempre nos faz aprender um bocado
Caio Paquez Lucon

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Espiritual


A natureza não é material
É espiritual
Ela é o último ponto de ligação
Entre nós e a Criação

Engana-se quem a despreza
Ou se acha superior
Não há nada como o beija-flor
As cores infinitas desvendam o Amor

Hoje vi outras cores
Senti o cheiro das flores
Vi Deus no céu
Depois disto desapareceu o falso véu
Caio Paquez Lucon