quarta-feira, 15 de agosto de 2007

O fundo do poço


Lá não havia nenhuma luz
Por alguns momentos não enxergava mais nada
Logo depois lembrei que é preciso somente abrir os olhos
Quando abri os olhos um pequeno feixe de luz surgiu
Continuei com fé e cada vez mais a luz invadia o poço
Quando percebi o poço havia se transformado na visão do sol
Eu estava livre, a Mão Criadora havia me libertado
Agora não há mais escuridão, há somente Luz
Eu quis ver a Luz e ela apareceu.



Caio Paquez Lucon



"Confia e vai no teu caminho de paz.

Nada é mais gratificante

que ver alguém submergindo da escuridão

apenas por haver acreditado na existência da luz.

Ela sempre esteve presente...

Era só abrir os olhos..."

(Autor desconhecido)

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Será ?


Te encontrei por acaso
Troquei algumas palavras, perguntei como estava
Você me disse como havia sido seu dia de ontem
E você seguiu seu caminho e eu segui o meu
Confesso que meu dia se iluminou
Será que o seu dia mudou depois disso também?
O mistério persiste, até quando?
Não sei.





Caio Paquez Lucon

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Ver




A flor azul, a árvore com flores rosas e brancas
A cor do céu a cada momento
As margaridas que colorem, os arbustos
Os animais que despertam com o cantar dos pássaros
O beija-flor...
Ah, o beija-flor !
Antes mal enxergava, agora VEJO.







Caio Paquez Lucon


sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Paixão sem você


E mais uma vez uma paixão se foi...
Sinto dor, raiva e piedade
Incrível como certas coisas não acontecem
Mais incrível ainda não ter sentido o gosto da sua boca.


Caio Paquez Lucon

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Eu quero Ser


Eu não quero ser a noite, eu quero ser as estrelas
Eu não quero ser o amigo, eu quero ser a amizade
Eu não quero ser a música, eu quero ser o som que atrás da música transcende
Eu não quero ser o dono da verdade, eu quero somente ser a minha verdade
Eu não quero ser a voz, eu quero ser o timbre que emociona
Eu não quero ser a orquestra, eu quero ser a harmonia
Eu não quero ser o fogo, eu quero ser a luz
Eu não quero ser a ave, eu quero ser a pena solta que paira no ar
Eu não quero ser a lágrima, eu quero ser a emoção que renova
Eu não quero tocar você com meus dedos, eu quero entrar em sua alma
Eu não quero o hoje, eu quero o agora
Eu quero viver para sempre.

Caio Paquez Lucon


Eu sou a poesia



Eu sou a poesia e não adianta você me criticar
Dizer que isto é sensível demais ou ilusório
Eu não tenho mais medo de me expressar
Eu posso sentir, eu me libertei
Eu posso ser incomum.




Caio Paquez Lucon

Floresta


E eu cheguei. A floresta de meus sonhos estava bem diante de meus olhos.
Árvores altas ostentando a beleza divina que somente a natureza pode nos proporcionar. Uma cantoria de pássaros que parecia uma sinfonia, ouviam-se também grilos e cigarras enchendo o ambiente com seu cricrilar misterioso. Como tudo aquilo era novo, senti um pouco de medo, porém adentrei na floresta, por que afinal nunca podemos deixar de seguir em frente.
Ando um pouco mais e depois que passo uma árvore repleta de flores rosas, encontro um caminho. Até então pensava que a floresta era inabitada, imaculada, porém, o caminho indicava que poderia haver mais alguém lá. Sigo o caminho e no fim encontro uma casa simples, feita de sapê e barro. Apesar da simplicidade, ela era moldada de uma maneira bela. Já que havia chegado até lá, respiro fundo e grito “Oi, tem alguém aí?”. A porta se entreabre e dela vejo sair uma senhora simpática e um cachorro vem em minha direção, ele pula em minhas pernas e pede um carinho. Correspondo ao afeto do pequeno animal e a senhora me diz: “Que bom que chegou até aqui, já esperava por você”. Apesar do estranhamento diante da pergunta da senhora, uma paz toma meu coração e eu entro em sua casa.
Ela amavelmente me oferece chá e biscoitos, esta refeição simples me dá um enorme prazer, os biscoitos estavam deliciosos. Eu pergunto “a senhora me disse que esperava por mim, por quê?” Ela me responde “eu sempre espero por pessoas boas, sempre estou aberta para o bem, e assim o bem me acontece”. Estas palavras encheram meus olhos de lágrimas. Fiquei pensando quantas vezes nos sentimos sós, nos isolamos, e por nossa própria culpa não deixamos o bem entrar.
Despeço-me da velha senhora e olho para trás para ver sua imagem inspiradora por mais uma vez. Ela me olha e seu cachorro abana o rabo feliz.
Depois deste olhar encontrei o significado da vida.
Caio Paquez Lucon