quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Florbela

Não tenho direção
Ando na vida livremente
Agora e sempre

Direita, esquerda
Me embrenho na alameda
Com luz ou na escuridão
Acredito na imensidão

Quero estar presente e aproveitar
Morder como quem vai beijar
Tenho que voltar a ler Florbela...
E ver a vida como uma infinita cidadela

Poesias...
Beijos...
Canções...
E maresias

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Sou o Mar

Não quero ficar com vocês
Bando de burguês!
Sou livre e não vou estressar
Analiso e se preciso, vou zarpar

Meu mundo é o mar
Não há porque me inquietar
Meditar...
E as ondas a me acariciar

Relações pacificar
E meu destino abraçar
Sou uma estrela polar
Um urso, um macaco, vivo no ar!

Não há do que tremer
Vejo, medito e deixo arder
Meu coração se abre mais e mais
Não deixo a negatividade invadir meu cais

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Pé no...

Emprego chato
Gente pé no saco
Melhor dormir na mesa
E de nada ter certeza

Quero um refri estourar
Na cara deste povo polar
Minha prima copiar
E extravazar !

Vou deste momento me livrar
Não vou baixo-astral ficar
Goste de mim...legal
Me despeçam...
Fico rico e vou ao Carnaval

Sou livre para aloprar
Vão te catar
Faço o que desejar
Aprovo o meu lindo ar
HA HA HA

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Sou minha autoridade

O que quiser faço
Não sou seu palhaço
Ninguém pra baixo vai me botar
Na sua negatividade não vou afundar

Empregos meia-boca
Gente louca
Vou somente observar
E vocês não acompanhar

Nem vou ninguém detestar
Tenho mais o que iluminar
Vou brilhar!
Vou amar !

Vira-lata


Cansei de você
Pretenso brasileiro burguês
Por que não pinta a cara de branco
E dá o cu pro banco!

Raiva há de sair
Liberar do ombro a latir
Quero Buda me tornar
Vou ter que isto tudo exorcizar

Vão te catar!
Puxa-sacos do Couillard
Acho vocês a escória
Por que não vão comer chicória

Estas linhas loucas terminar
Perdôo a sua chatice
Esta criancice
Dou murro no ar
E me ponho a gargalhar:
HA HA HA !!
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quarta-feira, 29 de junho de 2016

Incenso


Sentado meditando
Incenso com sensações me cercando
Se um Buda em cada átomo há
Pelo todo me vejo unificar

Músicas
Nuvens
Árvores
Formas

Saudades de abraçar
O amor do lar
Ponteiro do relógio a marcar
Que o infinito pode iluminar

Sem me estressar
Pois tudo me é dado
E o que precisamos
Agora e sempre é revelado

terça-feira, 21 de junho de 2016

Lugar nenhum

Aqui a me preocupar

Mas também a acreditar

Coisas do passado a voltar

Mas tranquilo e feliz tentando ficar


Tentando na paranoia não afundar

Não tem porque a felicidade esperar

O corpo sempre forma vai manifestar

Hora de ir além e budificar


Palavras novas criando

Se necessário me desculpando

Sem medo de ninguém

Afinal quem é melhor que quem?


Que feliz eu e todos possamos ser

Apesar dos medos de ser, somos um

Não há porque afundar-se no medo

Em lugar nenhum